Concurso SEDES DF 2026

Conexões importantes para a prova da SEDES | Aula ao vivo

01 de setembro de 2026

Materiais da aula

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  • Material rico: Conexões do SUAS na prova (PDF, 18 páginas, produzido antes da prova de 6 de setembro)

Resumo da aula

Segundo o professor Thiago Bazi, a banca da SEDES-DF quer ver se você consegue aplicar a base do SUAS a situações concretas: uma família, um território ou uma cena de atendimento, diante da qual a norma prevê uma determinada conduta. Esta aula foi transmitida ao vivo em 1º de setembro de 2026, na semana da prova, e mostra onde os conteúdos de SUAS se cruzam e como treinar o olhar para reconhecer essas costuras.

A chave de leitura em três camadas

O eixo da aula é um método simples: toda questão de caso se lê em três camadas. Primeiro a base do SUAS, com LOAS, PNAS, NOB/SUAS e Tipificação Nacional. Depois a situação concreta que o enunciado descreve, classificada em uma de quatro categorias: vulnerabilidade social, risco pessoal e social, violação de direitos ou fragilização e ruptura de vínculos. E só então a terceira camada, que é o que o seu cargo faz diante daquilo.

Quem pula a segunda camada marca a alternativa tecnicamente bonita que não responde à cena. Quem pula a terceira erra as questões em que duas alternativas parecem certas e o que separa as duas é a competência do profissional.

O que a aula cobre

  • Uma das fronteiras mais exploradas em prova de assistência social: proteção social básica, proteção social especial de média e de alta complexidade, com o papel do CRAS, do CREAS e das unidades de acolhimento
  • Os programas sociais do DF organizados em quatro chaves fixas, objetivo, público, requisitos e formas de acesso: Cartão Prato Cheio, Cartão Gás, DF Social e os benefícios eventuais
  • Por que o Distrito Federal custeia o benefício eventual, com o artigo 14 da LOAS na mão
  • O que faz o agente social, o cuidador social, o educador social, o pedagogo, o assistente social e o técnico administrativo dentro do SUAS
  • Duas questões de caso resolvidas ao vivo
  • A estrutura do estudo de caso em três passos: análise da situação, fundamentação técnica e proposta de intervenção pelas competências do cargo
  • O plano de revisão de 7 dias que o professor passou para a semana da prova

Para quem é esta aula

Para quem prestou o concurso da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (SEDES-DF) e quer revisar o conteúdo de SUAS, em qualquer dos cargos de Especialista (EDAS) ou Técnico (TDAS), com atenção especial a agente social, cuidador social, educador social, pedagogo, assistente social e técnico administrativo. Também serve para quem estuda SUAS para outros concursos, porque, segundo o professor, a maior parte dos concursos com questões de assistência social discute a diferença entre os níveis de proteção.

Para estudar depois da aula: baixe o material rico em PDF com os esquemas, a base legal conferida e 14 questões comentadas. O PDF foi produzido antes da prova. E leia o artigo SUAS na prova da SEDES-DF 2026: o que cai e como a Quadrix cobra, que desenvolve em texto o que a aula trata.

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Transcrição completaVer

[00:00:42] Olá, pessoal. Sejam bem-vindos ao NAP Concursos. Muito feliz de estar aqui com vocês nesse momento final. Sejam todos e todas muito bem-vindos a esse encontro. Nós preparamos essa live com dois objetivos. O primeiro é sinalizar para vocês algumas estratégias de estudo nessa última semana antes da prova, porque essa última semana pode ser decisiva para ganhar alguns pontos, tanto na prova objetiva quanto na discursiva. O segundo é mostrar um jeito diferente de estudar na revisão, para quem já viu o conteúdo todo e só quer retomar alguns pontos. [00:01:14] Lembrando que no dia da prova não existe nada. Depois que a prova começou, é só você e aquele caderno de questões. Por isso a revisão da reta final precisa ser um processo ativo: ler, responder questão, conferir o erro. Última semana pode mudar sua prova, sim. [00:02:51] Tem três movimentos que eu vou convidar vocês a fazer nessa última semana. Primeiro, priorize o conhecimento específico, que tem peso dois, e a redação. A prova discursiva pesa muito mais, é mais determinante. Então minha indicação é priorizar os conhecimentos específicos e também aquilo que você está errando mais. Segundo, fazer questões e testes, principalmente a partir de mini casos e de estudos de caso. Busquem questões de estudo de caso para a prova objetiva e para a discursiva. E, atenção, corrija ali os erros: faça um caderno de anotações, no computador, no celular ou na mão mesmo, com os pontos que você está errando, para fixar o conteúdo. Terceiro, do ponto de vista dos conhecimentos gerais, uma breve retomada de português, legislação do DF, legislação sobre mulheres e primeiros socorros. [00:03:25] E, fundamentalmente, o ponto central da prova: a assistência social. Quem for bem na SEDES vai dominar os conteúdos de assistência social, principalmente PNAS, NOB/SUAS, LOAS, a Tipificação Nacional e a NOB-RH/SUAS. Nos conhecimentos específicos, a banca vai querer ver se você consegue aplicar essa base do SUAS a situações concretas, entendendo quais são as vulnerabilidades sociais, quais são as situações de risco social, quais são as situações de violação de direitos e quais são as situações de fragilização e ruptura de vínculos. Porque é diante dessas situações que eu vou oferecer uma resposta do SUAS: na proteção social básica, na proteção social especial de média ou de alta complexidade. [00:04:34] Então esse casamento entre a leitura da realidade a partir dessas categorias, de um lado, vulnerabilidade, risco social, violação de direitos, fragilização e ruptura de vínculos, e de outro lado o que o SUAS faz com isso. E numa terceira camada, atenção, o seu cargo. O que o agente social faz diante desse cenário? O que o cuidador social faz dentro do SUAS para responder a essa situação? O que faz o assistente social, o pedagogo, e assim por diante? Lembrem-se: a norma, diante da situação, prevê uma determinada conduta. Essa é a chave de leitura. Sempre uma fundamentação técnica e legal que se aplica à realidade e que vai exigir uma determinada ação profissional. Não se esqueçam disso. [00:05:39] Saíram hoje os locais de prova. Se programem para fazer uma agenda tranquila, chegar com certa antecedência, se acomodar, se ambientar. É muito importante essa conexão com o espaço, com o ambiente onde você vai fazer a prova, sem correria e sem sufoco. Se programe para sair mais cedo. Quem vai fazer nos dois turnos, preveja uma agenda que dê tempo de descansar e de almoçar. Esse planejamento do dia é muito importante. Mas atenção: o que eu quero chamar a atenção de vocês são as conexões importantes entre os conteúdos. Porque a SEDES está contratando um profissional, e ela quer desse profissional um conhecimento aplicado, quer um profissional que consiga ler essa realidade usando os conhecimentos da legislação e os conhecimentos técnicos e teóricos. [00:06:45] A prova vai recompensar quem domina o específico. Você precisa fazer as questões de conhecimentos básicos, mas a prova vai premiar os conhecimentos específicos. Muita atenção a esse conteúdo. Na reta final vale ter o conteúdo condensado à mão, com questões e com link direto para as leis principais, NOB/SUAS, PNAS e a legislação social, para quando bater a dúvida. [00:07:51] Um material de revisão precisa caber no seu dia: você abre no celular, revisa; abre no computador, tem a visualização maior. E, atenção, na reta final entram também os estudos de caso e os temas de prova discursiva. Os cargos que estão em jogo aqui são seis: educador social, pedagogo, assistente social, técnico administrativo, agente social e cuidador. [00:08:59] O conteúdo precisa estar organizado antes, para o seu único trabalho ser clicar, ler e fazer as questões. Por exemplo, LOAS e fundamentos da assistência social: dentro desse bloco tem o que você precisa saber sobre princípios, diretrizes e funções da assistência social. Essa última leitura é a que fixa o conteúdo. [00:10:07] Seguindo as normativas que contam ponto para a prova. Um exemplo de flashcard de assistência social: como deve ser compreendida a natureza jurídica da assistência social? Assistência social é direito do cidadão, dever do Estado e política de seguridade social não contributiva, destinada a quem dela necessitar. Um conteúdo que todos precisam saber. E, para fechar cada bloco, resolver questão na hora. [00:11:16] Não adianta fazer a prova da SEDES sem estar preparado para a redação. Vale ter em mãos temas de estudo de caso e o espelho de correção deles, o que se aplica aos cargos da pedagogia, do serviço social e da educação social. [00:13:04] Minha primeira sugestão é o resumo: fazer a leitura do resumo do conteúdo, que é uma leitura rápida, com os principais aspectos. Se você tiver dúvida, leia os trechos essenciais da lei. A Quadrix costuma fazer o quê? Pegar o conteúdo da lei e mudar algumas palavras para armar as pegadinhas. Então às vezes é importante dedicar um tempo para ler os trechos da lei. Os flashcards também ajudam a memorizar. Além disso, reta final é resolução de questões. As aulas aqui do NAP e os materiais que a gente tem trabalhado focam na resolução de questões. [00:14:13] Reforçando os conteúdos para esse edital: o núcleo comum que atravessa esses seis cargos é SUAS e proteção social. Não se esqueçam. SUAS e proteção social inclui proteção social básica, proteção social especial, CRAS, CREAS, PAIF, PAEFI, serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, acolhimento e rede. Os profissionais também precisam ter uma compreensão dos direitos e das vulnerabilidades, e especialmente das violações de direitos, o que envolve população em situação de rua, saúde mental e redução de danos. Além disso, temos os aspectos que envolvem a articulação da rede para atender às demandas do território. [00:15:21] E aí eu volto a enfatizar: para pensar a política de assistência social, nós precisamos conhecer a família, porque o SUAS prevê a centralidade na família, e essa família é lida dentro do território. É nesse contexto que a gente vai trabalhar com foco na articulação da rede. Além disso, qual é a competência desse profissional? Esse profissional tem competências muito importantes dentro do SUAS: fazer a acolhida e a escuta, resguardar o sigilo e a proteção dos dados, fazer o registro dos prontuários e relatórios e garantir o respeito à dignidade da pessoa humana e a não discriminação. Muito importante destacar essas dimensões, porque eu estou falando de papel profissional, e lá nos conhecimentos específicos, especialmente nos cargos de agente social, cuidador social, assistente social, pedagogo, psicólogo e educador social, nós temos que compreender esse papel do profissional. [00:16:31] Lembrando aquilo que a gente trabalhou lá no começo da aula: nós precisamos ler esse conteúdo em camadas. A camada da base do SUAS, a aplicação disso na realidade e como o seu cargo se insere. Esses processos são interdependentes e extremamente conectados. Um aspecto que eu vou destacar é que a banca adora a fronteira: explorar as diferenças entre proteção social básica, proteção social especial de média complexidade e de alta complexidade. Vocês devem ter visto muito esse conteúdo nas diferentes aulas e lives, mas eu volto a enfatizar, porque boa parte das questões de concursos do campo da assistência social quer saber se você conhece a diferença entre proteção social básica e especial e o papel do CRAS, do CREAS e das unidades de acolhimento. [00:18:09] O CRAS faz o quê? Prevenção de riscos no território, trabalha com vulnerabilidades sociais, PAIF, serviço de convivência e fortalecimento de vínculos. O CREAS trabalha com média complexidade, no enfrentamento à violação de direitos, além do acompanhamento especializado via PAEFI, promovendo uma articulação protetiva. E muita atenção: as unidades de acolhimento trabalham com a proteção social especial de alta complexidade. É uma proteção provisória e excepcional, que visa garantir proteção integral, acesso à moradia, alimentação e atendimento às necessidades, voltada à preservação dos vínculos, para reintegração ou saída protegida. [00:19:15] Muita atenção, porque essa diferença é muito explorada na prova. A maior parte dos concursos que fazem questões sobre assistência social discute essas diferenciações. Guardem esse conteúdo. E aí a banca traz, como diferencial, o conhecimento sobre os programas sociais do DF. É uma camada de conhecimentos específicos e importantes. Muitos de vocês vão fazer estudo de caso, e pode ser que usar um programa social do DF como parte da resposta seja uma boa saída para enfrentar a situação do seu estudo de caso. Logo, é fundamental conhecer a natureza dos programas sociais do DF. Lembrando: Cartão Prato Cheio, responsável pelo provimento alimentar emergencial. [00:20:23] O Cartão Gás, ligado à proteção de renda e à segurança doméstica. O DF Social, que faz transferência de renda e gestão de benefícios voltados também ao enfrentamento da pobreza. Além dos benefícios eventuais, que lidam com situações de contingência. A banca vai olhar, nos benefícios eventuais, para o evento que gerou a demanda: natalidade, morte, situação de vulnerabilidade temporária, calamidade e desastre natural. Essas contingências vão ser determinantes para a oferta dos benefícios eventuais. Além disso, temos o Sisan e o restaurante comunitário, voltados a garantir segurança alimentar e nutricional. Eu costumo dizer isso em quase todas as aulas: para esses conteúdos é fundamental entender que compete ao Distrito Federal, lá no artigo 14 da Lei Orgânica da Assistência Social, o custeio e o pagamento dos benefícios eventuais de que trata o artigo 22, incluindo o auxílio natalidade e o auxílio funeral. [00:22:00] Além disso, compete ao Distrito Federal atender às ações assistenciais de caráter de emergência, a exemplo do que aconteceu na pandemia da covid-19. E os projetos de enfrentamento da pobreza também são competência do Distrito Federal. Então não se esqueçam: esses programas sociais do DF são de competência do próprio DF, assim como acontece com estados e municípios. Benefício eventual não é a União que paga, não é a União que financia. Quem financia é o ente federativo, no caso o Distrito Federal. E eles estão focados nessas frentes: situações de emergência, enfrentamento da pobreza e situações de contingência social. Mas, para resolver questão de prova sobre Prato Cheio, Cartão Gás, DF Social e benefício eventual, vocês precisam saber qual é o objetivo do programa. [00:23:08] Qual é o público, qual é o requisito para acessar, e há diferença nos requisitos. Quais são as formas de acesso e quem são os prioritários. Vale organizar cada programa nessas quatro chaves: objetivo, público, requisitos e formas de acesso. Isso é fundamental, porque é aí que a banca vai tentar confundir a gente. Esse vai ser o grande trunfo da banca, penso eu: misturar o Prato Cheio com o Cartão Gás. Quem é prioridade no Prato Cheio? Quem é prioridade no Cartão Gás? [00:24:16] Quais são os requisitos em termos de documentos? Por exemplo, para acessar o benefício eventual a pessoa precisa ter documento. Muitas vezes a pessoa está em situação de rua, passou por desastre natural: primeiro ela recebe o benefício, depois vai atrás da documentação. Então, cuidado, porque a banca vai misturar, vai fazer uma salada com esses conteúdos, e você precisa conhecer essas dimensões. Vamos resolver uma questão, já que estamos juntos. [00:25:20] Uma família com renda instável procura o CRAS após a interrupção de um benefício e relata insegurança alimentar. Qual conduta é mais compatível com o SUAS? Atenção. Uma família está numa situação de renda instável e insegurança alimentar. Letra A: restringir o atendimento à concessão imediata do benefício. Não, pessoal, a gente vai tentar fazer um atendimento integral à família. Olha a lógica do PAIF: não é só benefício. Isso era assistencialismo de cesta básica. Letra B: encaminhar diretamente ao CREAS, pois toda insegurança alimentar configura violação. Nem toda situação de insegurança alimentar configura violação de direitos. Letra C: realizar a acolhida, identificar as demandas e orientar sobre benefícios e serviços. [00:26:31] Avaliar o acompanhamento pelo PAIF e articular a rede, preservando a autonomia do sujeito. Exatamente. No trabalho social com famílias é importante se vincular a essa família. Cada família tem sua dinâmica e sua necessidade. A partir disso, fazer a identificação das demandas e organizar essas demandas pelas ofertas de benefícios, serviços, programas e projetos. Colocar o PAIF como carro-chefe para acompanhar essa família, mas respeitar a autonomia da família na participação das atividades. Por isso a letra C é a alternativa correta. Condicionar o atendimento à apresentação completa de documentos antes da escuta está errado: gera distanciamento. E responsabilizar a família pela ausência de atualização cadastral também está errado: assistência social é proteção social. [00:27:34] Então, questão um, letra C. Agora vamos focar em alguns cargos. Comecemos pelo agente social: território, acolhida e acesso, com ênfase executiva e operacional. É o profissional que faz o contato inicial, faz a busca ativa, faz a orientação e o apoio à entrada nos fluxos. Ele tem um papel central dentro do Sistema Único de Assistência Social aqui no DF. Faz o atendimento inicial, está na rua fazendo busca ativa nos territórios, orienta as famílias e já aciona os fluxos, inclusive o atendimento com os especialistas, com assistente social, com pedagogo. Por isso é um profissional fundamental no acolhimento, na triagem, no cadastramento e na orientação inicial. [00:28:43] Não se esqueçam disso, porque pode ser um trunfo na prova de redação. É o profissional que vai ao território, faz busca ativa, abordagem social, diagnostica demandas, e também faz a mediação do acesso, com encaminhamentos, apoio, registros e garantia de continuidade do processo. Faz apoio executivo e operacional. E o cuidador trabalha principalmente com a proteção integral nas unidades de acolhimento. O cuidado social combina rotina, vínculo, segurança, registro e promoção da autonomia em serviços de acolhimento. Faz proteção, trabalha nas rotinas humanizadas, com higiene, alimentação e saúde, e fortalece o convívio e os vínculos daquele sujeito dentro da unidade de acolhimento. Não esquecer que é um profissional também responsável por promover a autonomia, a participação social e o autocuidado. [00:29:54] Então, o agente social e o cuidador social têm papéis muito importantes na proteção social. O agente social, mais no trabalho de atendimento inicial, de triagem, de orientação inicial para acesso a direitos e de acionamento dos fluxos da rede. O cuidador se insere principalmente nos serviços de acolhimento, apoiando a rotina das pessoas acolhidas, muitas delas em situação de extrema vulnerabilidade. O educador social trabalha numa perspectiva com intencionalidade educativa, articulando escuta, planejamento, práticas coletivas, registros e avaliação, para fortalecer direitos e autonomia. Trabalha muito no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, mas não só. [00:30:59] Ele se inscreve em outras atividades, procura trabalhar no contexto do território e dos grupos, focando no acesso ao direito, na participação social e nos projetos de vida. Também é importante entender o papel do educador social e da pedagogia. Educação escolar não entra dentro do SUAS. O foco é organizar processos educativos participativos com indivíduos, famílias, grupos e comunidades. A pedagogia traz os fundamentos da pedagogia histórico-crítica e da educação social, e usa metodologias participativas e vivenciais, com a lógica da educação para a cidadania e da educação em direitos humanos, ajudando a trabalhar a convivência familiar e comunitária, a fortalecer os vínculos e a possibilitar o acesso aos direitos. [00:32:09] Também trabalha com a articulação da rede. O serviço social se insere na relação entre teoria, ética e intervenção técnica. A resposta profissional articula fundamentos, questão social, ética e instrumentos técnicos. Atenção, para o serviço social: os fundamentos históricos, teóricos e metodológicos do serviço social, o projeto ético-político, a lei de regulamentação e o código de ética. Cai muito esse assunto. E os instrumentais: a entrevista, a visita, o laudo e o estudo social. Não esquecer que, como é uma prova voltada à política de assistência social, teremos muitas questões sobre seguridade, planejamento social, orçamento e controle social. E para técnico administrativo a prova vai focar na precisão normativa e no cuidado com o fluxo documental. [00:33:20] Vai ter muita coisa de literalidade normativa. E eu volto a frisar: tem muita questão da Quadrix que pega o texto certinho da lei, você lê e pensa "opa, eu estudei isso", mas ela muda uma palavra, troca um conceito por outro. Então muita atenção, muito cuidado com a precisão terminológica, principalmente quando a questão faz menção à legislação. E não esquecer que, quando falamos de técnico administrativo, entram atendimento ao público, documentos, arquivos, materiais e rotinas. Tenho certeza de que vocês estudaram bastante esses conteúdos de direito, documentação e administração de materiais e compras. É um conteúdo decisivo. [00:33:54] Vamos fazer mais uma questão para fixar. Num trabalho de uma equipe do SUAS, assinale a correlação correta entre cargo e atuação. Letra A: cuidador social, limitar o cuidado à higiene e à alimentação, dispensando registros e articulação da rede. Errado. O foco não é limitar o cuidado à higiene e à alimentação. Letra B: educador social, planejar, executar e avaliar ações socioeducativas voltadas a vínculos, participação e autonomia. Essa é uma boa frase para você fundamentar o seu estudo de caso. O educador social faz justamente isso. Letra C: assistente social, compartilhar informações sigilosas com qualquer integrante da rede. Errado, não é esse o papel do assistente social. Letra D: pedagogo, restringir sua atuação à escolarização formal. [00:35:02] Errado, porque no SUAS o foco é a educação social, não a escolarização formal. E letra E: técnico administrativo, definir o plano de acompanhamento familiar. Não, ele faz as atividades de suporte administrativo. Por isso ficamos na letra B. A gente não consegue resumir tudo isso numa live, o conteúdo é substantivo, mas o caminho é esse detalhamento por cargo. [00:36:09] Essa é a cereja do bolo, e eu não poderia sair daqui hoje sem falar sobre isso com vocês: a prova discursiva. Não tem mistério, dá para treinar ainda, dá para fazer uma ou duas redações por dia até sexta, até sábado. Esse é o primeiro ponto: treinamento. Quem vai bem na prova discursiva escreveu muito antes. Então dá tempo ainda de você treinar. Sobre os principais assuntos, vale ter sugestões de estudos de caso e de temas de redação e treinar até o dia da prova, escrevendo texto corrido e conectado, não só tópicos, estabelecendo uma organização lógica do conteúdo. [00:37:14] Lembrar que para os cargos de nível técnico é texto dissertativo-argumentativo e para os de especialista é estudo de caso. Nós temos várias lives sobre isso aqui. E qual é a chave, a meu ver? Eu já fiz muita prova de concurso público, já fiz provas com estudo de caso, e a chave é primeiro fazer a análise da situação, dos direitos, dos riscos, das demandas e do papel do cargo. Tem uma dimensão analítica aí, que é justamente a capacidade de interpretar aquilo que a banca traz como situação-problema. E como vocês vão interpretar isso? Com fundamentação técnica. Não só descrever o que aconteceu, mas dizer o que aquela situação traz em termos de risco, de desproteção, de vulnerabilidade, de violação de direitos e de ruptura de vínculos. Então tem lá um caso de violência patrimonial contra a mulher. [00:38:23] Isso é o quê? Violação de direitos. Essa correlação é importante. E, diante dessa correlação, que normativa e que fundamentos do SUAS e da legislação social eu vou usar para enfrentar esse caso? A banca quer saber se você conhece o conteúdo específico. E, terceiro, vocês devem ter visto nas lives sobre estudo de caso e redação: é fundamental fechar o texto articulando uma proposta frente à situação-problema apresentada. É nesse momento, no estudo de caso, que é fundamental olhar para as competências profissionais. Quais são as competências do profissional dentro da política pública de assistência social diante daquele caso? Esses processos precisam estar articulados no seu texto. E só tem um jeito de resolver isso, que é treinando, que é escrevendo. [00:39:32] Não deixem de treinar. Terminem o dia de hoje com uma redação ou com um estudo de caso. Olha o plano final de 7 dias: estudar a base do SUAS, estudar os programas sociais do DF, estudar os conhecimentos do seu cargo, e no último dia fazer uma revisão leve, com flashcards e com os últimos erros. Sem deixar de fazer o estudo da redação, do texto discursivo, ao longo desses dias. Essa é a proposta: trabalhar a base do SUAS e firmar isso, depois firmar os programas sociais do DF, que são conhecimentos específicos e têm peso dois, e os conteúdos do seu cargo. Não deixem de fazer esse movimento nos últimos dias. Fortaleçam esses conteúdos, porque eles têm peso dois e provavelmente vão estar também na sua prova discursiva. [00:40:42] É isso, galera. Quero agradecer demais a vocês pela presença e pela participação. Vou deixar esse material do encontro de hoje para vocês. Desejo uma última semana excelente de preparação para a prova. Parabéns a todos vocês que chegaram até aqui. Agora é organização e planejamento para chegar bem descansado no dia da prova, com todo aquele acúmulo. E lembrando: no dia da prova não vai existir nada, é só você e um caderno de questões. Por isso as conexões entre os conteúdos vão ser fundamentais. Um grande abraço, uma excelente noite para vocês, bons estudos, até a próxima.

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